Morte de Bin Laden é vitória para Obama, mas não põe fim à luta contra o terror


Diane Bondareff


Finalmente Osama bin Laden morreu. Ótima vitória para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cuja popularidade andava em baixa por conta da crise econômica que afeta o país e da falta de resultados contra o desemprego, além das promessas não cumpridas, como o fechamento da prisão de Guantánamo.

Se por um lado a morte de Bin Laden causa alívio e um certo sabor de vingança, - após o magistral ataque de 11 de Setembro, quando aviões pilotados por terroristas atingiram Nova York e Washington, matando cerca de 3.000 pessoas - ao mesmo tempo abre uma nova linha de preocupação, pois o revide já deve estar na cabeça dos seguidores da Al Qaeda, rede terrorista liderada por Bin Laden.

Ainda não se sabe ao certo o que foi feito com o corpo do chefe da Al Qaeda, morto durante uma emboscada americana. Fotos de supostas imagens dele foram espalhadas na internet, depois desmentidas. Há informações de que o corpo teria sido enterrado no fundo do mar, o que, naturalmente, desperta dúvidas. Os americanos alegam que o corpo foi sepultado no fundo do mar para evitar que o sepultamento em terra virasse um ponto de peregrinação. Mas o fato de esse local não existir de verdade, deixa dúvidas.







Se a operação para matá-lo era para pôr fim à angustiante falta de notícias de onde Bin Laden estava – os EUA levaram quase dez anos para encontrá-lo e a ação para matá-lo levou 40 minutos-, agora fica a dúvida do que realmente foi feito com o corpo.

Embora a notícia soe como uma vitória contra as redes terroristas, para os fundamentalistas islâmicos o efeito será de inspiração. Bin Laden sempre foi visto como um tipo de herói, de santo para os grupos extremistas. Como os fundamentalistas não acreditam na morte, a morte de Bin Laden vai representar vida eterna, e isso o torna ainda mais ídolo entre os que buscam respostas terroristas contra o Ocidente e contra Israel, aliado dos EUA. Muitos no mundo árabe avaliam que Israel não teria o poder que tem na região não fosse o apoio que recebe do governo americano.
Reuters
Em novembro de 2001, poucos meses após o ataque às torres gêmeas,
o líder da Al Qaeda e seu número 2, o egípcio Ayman al-Zawahiri,
deram uma entrevista no Afeganistão ao jornal Daily Dawn

A possível transformação de Osama bin Laden em mártir, por parte dos extremistas islâmicos, se transforma agora em uma sombra que perseguirá o Ocidente e que mantém “viva” a imagem do pai dos ataques contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001.

Osama morreu, sim, mas isso não põe fim à missão dos EUA contra o terrorismo. Bin Laden era a imagem inspiradora, que falava, que educadamente pedia a morte de americanos e israelenses, que vivia aparecendo em vídeos e ameaçando o mundo. Ele era a estrela da rede terrorista. Mas, na verdade, outro nome é a grande preocupação dos americanos, o médico egípcio Ayman al Zawahiri - “braço direito”- de Bin Laden e o criador e estrategista de todos os ataques. É ele quem vale agora US$ 25 milhões (R$ 39,3 milhões).

Informações do R7

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